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Participantes da 7ª Conferência Municipal de Cultura compartilham expectativas para evento

Publicado: 04/11/2026-15:31

Produção: Thaís Seixas e Luiz Otávio Freire

Fotos: Luiz Otávio Freire

A 7ª Conferência Municipal de Cultura de Salvador nem bem começou e os participantes já demonstram boas expectativas para as discussões sobre a revisão do Plano Municipal de Cultura e as políticas públicas para o setor cultural soteropolitano. Nossa equipe conversou com representantes de diferentes segmentos culturais e artísticos para saber o que eles esperam para os dois dias de interação, participação popular e encontros. Confira!

Robson Mol, produtor, pesquisador e gestor cultural

“A conferência é um lugar muito importante de participação das pessoas, de dar opinião e sugestões para a melhoria da política cultural. Minha expectativa é que a gente tem uma conferência bastante produtiva, com sugestões que sejam relevantes e representativas da sociedade soteropolitana. Que ela possa contribuir para a gente desenvolver uma política cultural cada vez mais participativa e com mais riqueza, tanto de diversidade quanto de ter mais recursos ou de utilizar melhor os recursos que temos. A conferência serve para que a sociedade possa contribuir nesse caminho a ser trilhado”

Sandra Menezes, arquivista

“Estar aqui na Conferência é muito importante. Salvador é uma cidade luz, onde a gente salvaguarda todo o patrimônio documental e cultural de um povo. Esse povo precisa ser cuidado, respeitado, salvaguardado. É muito precioso a gente falar de patrimônio histórico, memória e cultura. Enquanto arquivista, eu preciso estar nesse espaço. Este é um momento de transformação, e a minha expectativa é que tudo dê certo”

Rafael Vilas Boas, museólogo

“A participação social é fundamental na definição das políticas culturais e para uma sociedade mais igualitária e mais justa. Eu desejo muito que a gente saia daqui com boas metas. Primeiro, fazer uma avaliação do que ocorreu, as políticas já instituídas e os resultados delas, para que a gente possa atualizar, verificar o que foi efetivado e o que precisa ser melhorado. Isso para que a gente avance na valorização da cultura, das artes, do patrimônio, da memória e dos museus”

Waldimário Beltrão, produtor cultural, arte-educador, curador e colecionador

“O que me chamou a atenção na Conferência é a participação popular, com vários segmentos, pessoas de várias ideologias e pensamentos, e isso é muito importante pra nós. Eu estou inscrito no terceiro eixo, que é o de patrimônio. Eu trabalho atualmente no setor de filatelia, que é um patrimônio muito importante. A gente quer resgatar o colecionismo. Antigamente, havia muitos colecionadores, mas foi acabando com o tempo. Então a gente quer despertar o colecionismo nas pessoas em todos os setores”

Luci Mary, museóloga

“O meu interesse é na questão do patrimônio, tanto material como imaterial, e tudo que envolve cultura, identidades e memória. A gente tem que saber como é que estão as políticas culturais e demonstrar interesse de intervir e criar dentro da área cultural. Que essas culturas diversas que a gente tem possam ser contempladas nas suas necessidades, e que a gente possa ver avanços em termos de mais projetos, mais pessoas produzindo e mais ações realizadas. Que isso possa repercutir em uma cultura mais democrática e mais inclusiva, em que muitas pessoas possam participar”