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Com Arena Arromba Chão lotada, Festival de Quadrilhas da FGM consolida sucesso

Publicado: 25/06/2024-16:19

Foto: Anderson Moreira

Reportagem: Luiz Pedro Passos

Pelo terceiro ano consecutivo, a Fundação Gregório de Mattos realizou o Festival de Quadrilhas. Com a Arena Arromba Chão, situada na praça da Cruz Caída, no Centro Histórico, com uma expressiva presença de público, o evento se consolidou como um grande sucesso, sendo, mais uma vez, espaço para valorização e promoção das quadrilhas juninas da capital. Os nove grupos que se apresentaram levaram para o público verdadeiros espetáculos de beleza, criatividade e reverência à cultura nordestina. 

De acordo com o presidente da Fundação Gregório de Mattos, o êxito do festival se deve a vários fatores, dentre eles, destaca-se a memória afetiva que essa manifestação cultural desponta nos adultos e o encantamento que desperta nas crianças. Elementos, que, segundo Guerreiro, convidam as famílias a prestigiarem, participarem e brincarem junto com os quadrilheiros. Portanto, a promoção do evento, somado a esse encontro de gerações, possibilitam a preservação desse importante fazer cultural do nordestino, conforme aponta o gestor. 

No entanto, a responsabilidade por essa manutenção vai para além do público. É uma preocupação dos próprios grupos organizados da sociedade. Por exemplo, no bairro de Massaranduba, região periférica de Salvador, surgiu a Mirim Forró do Luar. A quadrilha busca manter viva a tradição, colocando as crianças e os adolescentes enquanto protagonistas nas exibições. Lara Cruz, de 15 anos, participa da Forró do Luar desde os 10 anos. Mais do que uma atividade de lazer e entretenimento, a jovem compreende a quadrilha e, por extensão a cultura, como instrumentos importantes do seu processo de formação. Por isso, a sua pretensão é continuar a prática por muitos e muitos anos. 

As crianças carregam, desde já, o compromisso com a perpetuação das quadrilhas. Fazem isso, não como um peso, mas como uma grande brincadeira séria. Já os adultos, com muita firmeza e respeito às origens, se mobilizam para levar adiante aquilo que os definem e os constituem enquanto povo. Exatamente por isso, muitas quadrilhas tradicionais voltaram a ativa em 2024. A Mandacaru voltou a sentir a energia do público depois de um hiato de 12 anos. A Buscapé ficou distante dos palcos por 23 anos. A Capelinha, seis anos depois, voltou a emocionar os amantes das festas juninas. 

“As pessoas pediam a volta da Capelinha. “A maior campeã da Bahia”. A ausência foi muito sentida. A volta é uma vitória”, exalta o marcador da quadrilha Capelinha, Leandro Santolli. O retorno é considerado uma conquista também para Rubem Braga, da Quadrilha Imperatriz. “É uma emoção gigante estar de volta. É uma vitória, motivo de orgulho”, destaca. 

O Gerente de Patrimônio Cultural, Vagner Rocha sustenta que o 3º Festival de Quadrilhas da FGM reafirma o compromisso com a valorização dessa importante manifestação popular da cultura nordestina. “Temos quadrilhas voltando à ativa para participar do festival em 2024, motivadas pela enorme repercussão da Arena Arromba Chão”, afirma Vagner, concluindo que espera ampliar cada vez mais o festival que já se tornou uma tradição nos festejos juninos da capital.

Além das quadrilhas citadas, o público da Arena Arromba Chão, entre os dias 22 e 24 de junho, assistiu os espetáculos das Quadrilhas: Asa Branca, Mirim Germe da Era, Arraiá das Marias e Forró do ABC, a grande campeã do São João da Bahia em 2024. Debaixo de chuva, esta última arrancou aplausos e emocionou os espectadores com uma apresentação criativa, inovadora e recheada de elementos da cultura nordestina, nas músicas, nos figurinos, na história.