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Sociedade Civil e Poder Público reuniram-se para discutir a construção do Plano Museológico da Casa do Benin

Publicado: 07/10/2024-15:39

Foto: Lucas Mahacri

Reportagem: Luiz Pedro Passos – ASCOM FGM

A Casa do Benin abriu as suas portas para receber museólogos, estudantes, artistas e representantes da comunidade do Benin em Salvador, para dialogar sobre o seu futuro. Em um movimento democrático e de participação social, no último dia 28 de setembro, a Fundação Gregório de Mattos, através da Diretoria de Patrimônio e Equipamentos Culturais, realizou uma Escuta Pública, envolvendo representantes do poder público e da sociedade civil para a  construção do Plano Museológico da Casa.

O evento foi estruturado em dois momentos. Inicialmente, foi apresentado um panorama sobre a Casa do Benin, destacando a sua visão e missão, além de um diagnóstico estratégico com base em suas forças, oportunidades, fraquezas e ameaças. Em seguida, o público participante pôde compartilhar suas críticas e sugestões sobre a Casa, além de relatar as suas vivências e experiências no lugar. Essas observações foram fundamentais para a construção do documento, conforme aponta o gestor do equipamento, Igor Tiago. “Eu gostei muito da atuação das pessoas. Elas trouxeram proposições interessantes, provocações que, enquanto gestores, nos estimulam a reflexão e a ação”, afirma. 

Com esse plano, a expectativa do Diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis, é a de que os diversos públicos, diretamente impactados pela Casa do Benin, possam fornecer contribuições importantes para essa construção. “Nós estamos fortalecendo o componente museológico da Casa do Benin, esperando que esse documento traduza os diversos desejos e intenções de quem está dentro e de quem está fora”, ressalta Chicco, considerando que esse documento irá fortalecer o papel da Casa do Benin como um centro de referência para a cultura afro-brasileira.

A iniciativa de construir um Plano Museológico de forma coletiva, através de uma escuta pública, foi muito bem recebida pela comunidade. A museóloga Alana Alves destaca que esse processo democrático permite que a Casa do Benin se aproxime ainda mais do seu público. “Estamos aqui contribuindo para que a Casa do Benin siga com essa missão de preservar e difundir a memória do Benin”, salienta. 

O Plano Museológico da Casa do Benin será elaborado com fundamento em um sólido  diagnóstico institucional, que situa a análise do histórico da Casa, sua missão e como ela tem atuado na preservação da memória e promoção da cultura africana. O documento deverá indicar a criação e execução de programas de exposições e eventos culturais, principalmente com foco no diálogo com as tradições e influências beninenses na Bahia, além de fomentar a criação de eventos que promovam a educação sobre a diáspora africana. Uma das grandes preocupações desse plano será com a questão da acessibilidade. Sendo assim, a Casa elege a melhoria no acesso físico e digital como prioridade com a finalidade de garantir que pessoas com deficiência possam participar plenamente das atividades.