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Espetáculo teatral inédito resgata origens do Candomblé Ketu no Brasil

Publicado: 17/01/2025-14:22

Candomblé da Barroquinha” estreia temporada no Espaço Cultural da Barroquinha, em Salvador, no dia 24 de janeiro

Foto: Divulgação

Ascendência, memória e encantamento. É pedindo licença para pisar em solo sagrado que
o espetáculo “Candomblé da Barroquinha” estreia no Espaço Cultural da Barroquinha no
dia 24 de janeiro. Inédita, a montagem faz uma ode ao Candomblé Ketu, remontando suas
origens, e celebra a história espiritual e cultural do povo negro diaspórico. Com direção de
Thiago Romero, texto de Daniel Arcades e elenco potente, a temporada fica em cartaz de
25 de janeiro a 9 de fevereiro, em dias alternados. Os ingressos estão à venda no Sympla e
custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).


Uma homenagem respeitosa ao Candomblé Ketu, maior e mais popular nação do
Candomblé no Brasil, o espetáculo traz à cena as vivências cotidianas de Marcelina, uma
jovem abian, e da comunidade à sua volta. Apesar de ficcional, a obra é fundamentada a
partir da pesquisa do diretor e do dramaturgo, e o enredo revisita o que se tem como
umas das histórias sobre a origem do candomblé.


“Nosso povo merece conhecer a história das mãos que fizeram este país. A arte tem como
um de seus compromissos reinventar universos, heróis e heroínas para seus apreciadores e
assim estamos fazendo. Por mais que nos faltem dados, não nos falta a memória do corpo,
a memória das vozes esquecidas e os documentos não-oficiais. Estamos aqui para contar
uma história pouco conhecida e muito necessária para nossa população”, destaca o diretor
Thiago Romero.


KETU

Em “Candomblé da Barroquinha”, o público conhece a história de três princesas africanas
chegadas à Bahia na condição de escravizadas – Iyá Adetá, Iyá Kalá e Iyá Nassô -,
personagens celebradas pela oralidade, que teriam fundado, na Bahia, no bairro da
Barroquinha, o mais antigo templo de culto africano do país, tornando-se assim o símbolo
de resistência, fora da África, dos reinos de Ketu e Oyó. Com sua sabedoria ancestral, elas
criam uma das comunidades Jeje-Nagô mais importantes fora do território africano,
reconstituindo na Bahia os locais sagrados destruídos pelo violento processo de
colonização.


“Importante ressaltar que, apesar do candomblé ser um sistema religioso, a obra não é
proselitista. Entendemos o candomblé e o terreiro como espaços de manutenção e de
resistência cultural, principalmente dos povos em diáspora. E este espetáculo,
justamente, celebra a resistência e a salvaguarda das tradições ancestrais e o legado da
cultura africana em suas mais diversas dimensões que vão além da religião”, completa o
dramaturgo Daniel Arcades.

ELENCO
Além de Romero e Arcades, profissionais de Teatro premiados por sua trajetória, o elenco
inclui nomes conhecidos cena teatral baiana como Nitorê Akadã, Yalorixá do Ilê Axé Egbe
Omi N’lá, Fernanda Silva, Larissa Libório, Shirlei Silva, Antonio Marcelo e Diogo Teixeira. A
coreografia é de Nildinha Fonseca, coreógrafa e bailarina do Balé Folclórico da Bahia, e a
direção de produção é de Laise Castro.
AJEUM
A proposta é que o público vivencie uma experiência imersiva multissensorial que
transcenda o espetáculo e, para isso, o “Candomblé da Barroquinha” promove uma
verdadeira ocupação no Espaço Cultural. Ainda no foyer, o público será recebido por uma
instalação artística que reverencia a conexão ancestral. Exaltando a importância cultural
do ajeum, palavra em yorubá para ‘comida’, a afrochef e especialista em cozinha
afro-brasileira Paloma Zahír assina intervenções gastronômicas ao longo do espetáculo, em
uma experiência simultânea.
Completando a experiência, relembrando o lugar histórico da Barroquinha como
importante ponto de comercialização de produtos por pessoas pretas, o projeto promove a
Kitanda, com vendas de produtos alusivos ao espetáculo, assinados pela artista visual Thais
Lago; acessórios trabalhados em estamparias africanas que valorizam as raízes identitárias
afro-brasileiras da Malikafrica e um tabuleiro de quitutes africanos da Kissanga da chef
Paloma Zahír.


Realizado pela DAN Território de Criação, plataforma de criação artística multi-linguagem
que completa cinco anos em 2025, o “Candomblé da Barroquinha” foi fomentado pelo
programa FUNARTE Retomada 2023 – Teatro, Ministério da Cultural, Governo Federal. As
apresentações acontecem, em janeiro, nos dias 25 (sessão acessível – intérprete de libras),
26, 30 e 31, às 19h; e em fevereiro, nos dias 1o e 8, com duas sessões acessíveis, às 16h e
19h, além dos dias 7 e 9, às 19h.


Serviço:
[TEATRO] Candomblé da Barroquinha
Temporada: 25 de janeiro a 9 de fevereiro
Sessões: 25/01 – 19h (sessão acessível – libras), 26/01, 30/01 e 31/01 – 19h | 01 e 08/02 –
16h e 19h (sessões acessíveis – libras), 06/02, 07/02 e 09/02 – 19h
Local: Espaço Cultural da Barroquinha (Rua do Couro, s/ n – Barroquinha)
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
Vendas: Sympla – bit.ly/CandombledaBarroquinha
Classificação indicativa: 14 anos
Realização: Dan Território danterritorio.com.br
Redes sociais e Informações: instagram.com/danterritorio