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‘Rolê Boca de Brasa’ revela importância dos polos criativos para artistas de Salvador

Publicado: 28/03/2025-16:46

Reportagem: Thaís Seixas

Fotos: Thaís Seixas | Ascom FGM e Jefferson Peixoto | Ascom PMS

Influenciadores digitais, jornalistas, formadores de opinião e representantes de instituições atuantes em Salvador vivenciaram uma experiência inédita na manhã desta sexta-feira (28), durante a primeira edição do Rolê Boca de Brasa. A ação, promovida pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), faz parte da programação do Movimento Boca de Brasa, que reúne uma série de atrações culturais no Quarteirão das Artes, no Centro da capital baiana. O grupo foi acompanhado pela vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos, o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, o diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis, e outros representantes da Fundação.

O roteiro, especialmente criado para a ocasião, começou no Teatro Gregório de Mattos, que abriga a exposição ‘Boca de Brasa em Movimento’. De lá, a caravana partiu para a missão do dia: conhecer os polos do Boca de Brasa localizados em Cajazeiras, CEU de Valéria e Subúrbio 360, no bairro de Coutos.

Fernando Guerreiro compartilhou história do projeto Boca de Brasa. Foto: Thaís Seixas | Ascom FGM

“Resolvemos criar essa ação porque a gente percebe que, às vezes, os espaços Boca de Brasa não têm visibilidade. As pessoas sabem que eles existem, mas não vão até lá. A comunidade está lá mas, muitas vezes, formadores de opinião, o pessoal da imprensa não vai. A gente criou esse rolê justamente para levar essas pessoas até lá, mostrar esse trabalho, mostrar os artistas in loco”, explica Fernando Guerreiro.

Ana Paula Matos aproveitou o tour para ressaltar que os artistas das periferias merecem destaque. “Vamos reverberar, vamos comunicar, vamos fazer com que as pessoas que não tiveram essa oportunidade sintam esse gostinho, tenham a curiosidade e vão também em todos os espaços Boca de Brasa. Talento existe, ele é real”.

Vice-prefeita Ana Paula Matos particpou do Rolê. Foto: Jefferson Peixoto | Ascom PMS

Polos criativos

A primeira parada do Rolê foi em Cajazeiras, onde os convidados foram recebidos com a apresentação do grupo Juventude Ativista de Cajazeiras (Jaca), que celebra 20 anos de história levando a mistura de poesia, música e mobilização social..

Um dos integrantes é Rafael Batista, que classifica o grupo como um instrumento de resistência artística e cultural. “É um grupo de arte, cultura, resistência e juventude, que ocupa um espaço da arte. A gente constrói arte todo dia, em 20 anos de resistência”, afirma.

Rafael batista é um dos integrantes do Jaca. Foto: Thaís Seixas | Ascom FGM

O gestor do espaço, Jorge Galo, lista as mudanças ocorridas no bairro após a chegada do Boca de Brasa. “A cultura, a arte, a dança e o teatro cresceram bastante aqui em Cajazeiras. Houve mais descobertas de novos artistas, e muitos também participaram do Acelera. Uma galera que se destaca bastante aqui é a do stand-up. O nosso espaço também é reconhecido por alguns artistas que já têm uma popularidade bacana, como Jhordan Matheus, Thiago Souza, a galera de A Bofetada, e muitos outros que também já passaram pelo nosso palco”.

A segunda parada foi o Boca de Brasa CEU de Valéria. Lá, o rap se fez presente no show do grupo Célula Hip-Hop, formado por Filipe Hawkins, Mykael Lucas, Everest, Elder Gold e DJ ED Deus, sob liderança de Allan Jefferson.

O coletivo – que atua há mais de cinco anos na cena hip hop, fortalecendo esta expressão artística no território – apresentou músicas autorais e uma sessão de freestyle, permitindo a interação com o público e mostrando a versatilidade dos artistas.

Célula Hip-Hop se apresentou no Boca de Brasa CEU de Valéria. Foto: Thaís Seixas | Ascom FGM

O diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis, explica quais as etapas do projeto de formação e apoio a artistas da capital. “O primeiro nível é a iniciação, que é uma proposta de experimentação em diversas áreas artísticas e campos da economia criativa. O segundo nível, que é a incubação, é uma proposta de fortalecimento de iniciativas, no sentido de aprimorar não só as linguagens artísticas que desenvolvem, mas também campos da gestão cultural, de elaboração de projetos. E a terceira etapa é a aceleração, um investimento no aprimoramento deste projeto”.

O último polo visitado foi o Boca de Brasa Subúrbio 360, no bairro de Coutos. Os participantes foram recebidos por uma taxista pra lá de divertida, interpretada pela atriz (e também taxista) Déa Rodrigues. A recepção contou ainda com a apresentação do Balé Jovem de Salvador.

O Rolê Boca de Brasa foi encerrado com um almoço no Café-Teatro Nilda Spencer, também gerido pela FGM, no Centro de Salvador. No local, os participantes puderam interagir com os artistas e com a equipe envolvida no projeto, além de acompanhar uma apresentação musical.