Reportagem: Thaís Seixas
Fotos: Lucas Moura | Secom PMS e Carla Lucena | Ascom FGM
O Quarteirão das Artes – formado pelo Cine Glauber Rocha, Teatro Gregório de Mattos (TGM), Espaço Cultural da Barroquinha, Pátio Iyá Nassô, Espaço Boca de Brasa Centro e Café-Teatro Nilda Spencer – recebeu, na noite desta quarta-feira (9), a Comitiva do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que está em Salvador com foco no Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). Os visitantes foram acompanhados pela vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo de Salvador, Ana Paula Matos, o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, e outros representantes da instituição.
O objetivo foi apresentar o complexo cultural, com a proposta de revitalizar a Rua do Couro, potencializando esse espaço para que ele passe a funcionar como porta de entrada do Centro Histórico de Salvador. O tour foi marcado por uma programação cultural e artística, que começou com a apresentação das Filhas de Gandhy, seguido por performances musicais e um desfile de moda étnica, que representaram as belezas, raízes, dança, arte, cores e história do povo soteropolitano.
“A gente entende que há essa necessidade de melhorias, especialmente na Rua do Couro, mas, para além disso, tem a questão simbólica. Estudos mostram que foi na Barroquinha que surgiu o primeiro candomblé da Bahia, de onde se originaram os três terreiros mais antigos: Casa Branca, Opô Afonjá e Gantois. Esse também é um pedido do próprio trade turístico, para que a Rua do Couro seja o caminho de entrada para todo esse território. Com isso, os ônibus turísticos podem estacionar na Barroquinha e as pessoas vão passar por esses elementos da cultura, identidade e história afro-centrada. Ao mesmo tempo, a arte está aqui”, destaca Ana Paula Matos.

A vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo ressalta que o evento foi realizado para que a comitiva do BID – que está na capital baiana desde a última segunda-feira (7), realizando trabalhos técnicos com foco em habitação – possa ter a dimensão desta força cultural do Quarteirão das Artes, incluindo a região no projeto de revitalização.
Fernando Guerreiro enfatiza que o local já é considerado um corredor cultural, por agregar diferentes equipamentos que abrigam e oferecem diferentes atividades para o público. “para completar, precisamos ocupar e trazer esse movimento para a rua. Temos o comércio do couro, que é muito sofisticado e oferece produtos de boa qualidade por um preço mais justo. Com a requalificação, a gente traz essa possibilidade de ampliação das lojas, para que elas possam ter mais visibilidade e vendam mais, além do desenvolvimento da economia, com a vinda de dois ou três restaurantes e bares, para se unirem ao que já existe”.
A programação foi encerrada no Café-Teatro Nilda Spencer, onde foram apresentados vídeos sobre o Quarteirão das Artes e o Movimento Boca de Brasa, realizado entre os dias 27 e 29 de março e que reuniu quase 10 mil pessoas.