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Livro de roteiros de curtas será lançado em Cajazeiras

Publicado: 18/12/2024-13:27

O livro “Dos filmes que ainda não fizemos – Narrativas Soteropolitanas” será lançado dia 20  de dezembro no Espaço Boca de Brasa Cajazeiras. A publicação é resultado de oficina gratuita com recursos da Lei Paulo Gustavo.

O livro “Dos filmes que ainda não fizemos – Narrativas Soteropolitanas”, contendo 21  roteiros audiovisuais de curta metragem de ficção, é o resultado final de duas oficinas, uma presencial (realizada em Cajazeiras) e outra online. A publicação traz histórias inéditas que revelam imaginários de uma Salvador profunda. O evento será no foyer do Espaço Cultural Boca de Brasa de Cajazeiras, no dia 20 de dezembro, entre 9h30min e 11h30min. 

O livro é um registro de pessoas que vivem o cotidiano de Salvador. “Estamos contentes com o resultado final, nossa meta foi alcançada”, comemora Carolina Gomes, da Coletivo 4 Audiovisual. O projeto foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano III, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos.

“O projeto gerou um impacto positivo para dezenas de jovens e adultos soteropolitanos, com destaque para a comunidade de Cajazeiras”, comenta Gomes.

Já que fazer um filme custa muito, escrever um roteiro não, porém, ao desenvolver um roteiro, a partir de técnicas de escrita audiovisual, abre-se um mundo de possibilidades criativas e de leituras críticas da sociedade contemporânea, em que as imagens exercem papel central. 

A proposta, segundo Rober Corrêa, oficineiro e coordenador pedagógico da oficina, é possibilitar às comunidades periféricas a oportunidade de se apropriar da técnica de escrita de um roteiro audiovisual, abrindo novos horizontes de ação artística e profissional para um público que, na maioria das vezes, está alheio ao circuito cultural do centro da cidade. 

Ainda este mês, os livros estarão disponíveis para leitura em bibliotecas e escolas públicas de Salvador, inclusive em formatos e-book, audio-livro e livro em braille.

Narrativas Soteropolitanas revela o potencial criativo dos soteropolitanos 

O sucesso da Oficina surpreendeu a equipe do projeto pelo interesse de jovens e  adultos em aprender a escrever roteiros. “Temos certeza de que essa oficina  potencializou a inserção de contadores de histórias, da cidade do Salvador, na  indústria criativa da cidade”, afirma Carolina Gomes, produtora executiva do projeto. 

porta de acesso ao mercado. “Após fazer o curso, me aproximei mais do setor  audiovisual e encerro 2024 tendo realizado diversos trabalhos na área, inclusive em  projetos de grande porte”, disse. Esse ano, Cris (como é conhecida), integrou a  equipe de trabalho de eventos importantes, como o Lab dos Filmes que ainda não  fizemos, o Animaí e o Dialab. 

Jair Leal é um comunicador popular de Cajazeiras. Para ele foi um grande desafio e  algo extraordinário ter conhecido a linguagem técnica do roteiro. “Entender o universo audiovisual e conseguir, com a orientação dos professores, finalizar uma  história real, com personagens fictícios, e resgatar a memória de um povo afro brasileiro, dentro do meu país Cajazeiras, não tem preço”, refletiu. 

A produtora cultural Daniele Giron, agrônoma e bacharela em Direito, resolveu  participar da oficina sem muita expectativa. Entretanto, para ela foi uma surpresa  boa encontrar tanta gente interessante e criativa. Para Giron, Cajazeiras se mostrou  um bairro pulsante. “A arte e a ciência da periferia são fascinantes”, afirmou. 

Para Ticiana Schindler, participar da oficina “Dos Filmes que Ainda Não Fizemos” foi  uma experiência incrível.

“Me trouxe inspiração para novas histórias e projetos. A  troca de ideias com moradores locais, a abordagem prática do roteiro para cinema,  ajudaram a expandir minha visão criativa. Iniciativas desse tipo são fundamentais para descentralizar o acesso à cultura e fomentar talentos locais. Vida longa à oficina,  e que os Filmes que Ainda Não Fizemos possam cada vez mais serem realizados!”