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Capoeira Viva nas Escolas: mestre Tonho Matéria destaca importância da prática para os jovens

Publicado: 10/04/2025-14:01

Texto: Thaís Seixas

Fotos: Divulgação

“A capoeira tem um papel importantíssimo enquanto arte, cultura e filosofia de vida”. O depoimento do mestre, cantor e compositor Tonho Matéria resume o poder de transformação da capoeira na vida das pessoas que a praticam.

Representante da Associação Cultural de Capoeira Mangangá, Tonho Matéria é um dos contemplados no edital Capoeira Viva nas Escolas – Ano II, da Fundação Gregório de Mattos, que apoia iniciativas de mestres, contramestres, professores e instrutores, com um investimento total de R$ 1,2 milhão.

Na última semana, a FGM realizou uma reunião de alinhamento com os proponentes aprovados no edital, com o objetivo de pactuar o cronograma de atividades a serem realizadas nas escolas públicas municipais de Salvador. Ao todo, serão beneficiados cerca de 5 mil estudantes de 24 escolas, sendo 4.400 com idades entre 6 e 17 anos, pertencentes ao Ensino Fundamental, e 600 da Educação de Jovens e Adultos.

A reunião também proporcionou o diálogo sobre assuntos relacionados à Lei 10.639/2003 – que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica do Brasil – e à transversalidade da capoeira com as diversas disciplinas escolares.

“Ao longo dos anos, a capoeira vem se apresentando como elemento fundamental para a preservação e disseminação de conhecimentos acumulados. Através da capoeira, as pessoas começam a entender sobre a cultura afro-baiana e brasileira. A capoeira é uma ferramenta necessária a este processo de aprendizagem, principalmente para crianças e jovens”, explica Tonho Matéria, que vai levar o projeto para a Escola Municipal do Pau Miúdo, bairro onde foi criada a Associação Mangangá.

Proponentes participaram de reunião de alinhamento do edital na FGM

Ele destaca ainda a importância do edital Capoeira Viva nas Escolas, que possibilita unir o ensino regular às atividades formativas proporcionadas pela capoeira.

“A Mangangá já vem participando de alguns cursos profissionalizantes em escolas públicas e, com o edital, vai oferecer lazer, arte e cultura. Para a criança, vamos trabalhar a capoeira no processo lúdico. A ludicidade com a música, a poesia, o teatro. Isso é muito importante, porque a gente faz um complemento com as tarefas diárias pedagógicas que a escola já oferece”.

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