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Estudantes da Ufba conhecem trabalho de gestores culturais durante visita à FGM

Publicado: 15/04/2025-15:13

Reportagem e fotos: Thaís Seixas

Conhecer as atividades desenvolvidas pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), ter contato direto com os profissionais e obter informações sobre produção e gestão cultural. Estes foram alguns objetivos de estudantes do curso de Produção Cultural da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que visitaram as dependências da FGM na manhã desta terça-feira (15).

Acompanhado da professora e doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas Gica Nussbaumer, o grupo passou por quatro espaços que compõem o Quarteirão das Artes: o Café-Teatro Nilda Spencer, o Espaço Cultural Boca de Brasa Centro, o Espaço Cultural da Barroquinha e o Teatro Gregório de Mattos. 

No teatro, os estudantes visitaram a exposição ‘Boca de Brasa em Movimento’ e participaram de um bate-papo com o diretor de Patrimônio e Equipamentos Culturais da FGM, Chicco Assis, e a produtora cultural Nathália Leal, que faz parte da Gerência de Espaços Culturais da Fundação. 

Para Gica Nussbaumer, visitar espaços culturais da cidade e conversar com os profissionais da área são atividades que complementam o aprendizado dos estudantes, uma vez que eles estão concluindo o 6º semestre da graduação e estão cada vez mais próximos do mercado de trabalho. 

“Foi muito bacana esse encontro com os gestores da Fundação Gregório de Mattos, para entender todo o pensamento do programa Boca de Brasa, que é muito inovador, descentraliza as políticas e empodera diferentes territórios da cidade, a partir de um trabalho de gestão cultural. É muito importante estar aqui com os alunos, para entender de que forma se desenvolve esse trabalho e se constroem esses programas, projetos e políticas. É uma troca de informações entre a universidade e a gestão pública”, destaca a professora, responsável pela disciplina ‘Oficina de Gestão Cultural’. 

Estudantes visitaram exposição ‘Boca de Brasa em Movimento’. Foto: Thaís Seixas | Ascom FGM

O diretor Chicco Assis aproveitou o encontro para explicar a história do programa Boca de Brasa e a relação com o poeta Gregório de Mattos, além de apresentar a estrutura e o funcionamento da FGM. Ele também compartilhou experiências profissionais como gestor cultural e destacou que a troca com os estudantes também beneficia o trabalho na Fundação. 

“Ao falar sobre a nossa prática, a gente se escuta e tem possibilidade de autoavaliação. Da mesma forma que é importante ouvir esses futuros produtores, gestores culturais, pessoas que estarão no mercado e que, em algum momento, a gente vai acabar se cruzando no fazer cultural. Eu gosto muito desta oportunidade de falar sobre o que está sendo feito. É um momento de troca, de fortalecimento e de interação”.

Foco na carreira

A produtora Nathália Leal revela que a interação com os estudantes também é o momento de difundir o trabalho realizado pela FGM como uma instituição atuante na área profissional escolhida por eles.

“É interessante compartilhar como a gente faz a política cultural com estes estudantes, que estão perto de se formar, para que eles tenham isso como um horizonte de atuação. É importante não só como estratégia de visibilizar o Boca de Brasa e os equipamentos culturais da FGM, mas também para estimular que essas pessoas entendam que esse lugar é um campo de trabalho, de atuação, uma forma também de trabalhar com a cultura”.

A estudante Lara Chaves, de 25 anos, vai além quando se trata de cultura. Para ela, os soteropolitanos conhecem poucos espaços culturais na capital, e não sabem como eles funcionam. 

“Quando a gente conhece o funcionamento e a política cultural da cidade, entende como acessar e ocupar esses espaços. É muito importante como cidadão e, principalmente, como profissional, que a gente saiba quais são as possibilidades para construir nossa carreira e contribuir com a cultura nesse movimento circular. Ouvir de pessoas que já estão neste lugar e que estão construindo algo hoje é o modo também de a gente começar e construir o nosso percurso, para que outras pessoas deem continuidade a esse projeto cultural lá na frente”, revela.

Estudantes destacam momento de aprendizado fora da sala de aula. Foto: Thaís Seixas | Ascom FGM